Maria de Fátima Luzni Fernandes, de 26 anos, está presa desde segunda-feira (30) por suspeita de envolvimento na morte dos pais, Maria Clair Luzni e Vilson Fernandes Cabral. Em depoimento à Polícia Civil, ela alegou ter sido vítima de abusos sexuais e mencionou um desacordo sobre a divisão do valor de uma casa da família anunciada à venda por R$ 120 mil.
De acordo com a delegada titular da Delegacia de Anastácio, Tatiana Zynger, as versões apresentadas por Maria de Fátima e seu companheiro, Wedebrson Haly Matos da Silva, de 34 anos, são diferentes e inconsistentes. Maria de Fátima afirmou que foi convencida por Wedebrson a “dar um susto” no pai, já que ela receberia R$ 20 mil pela venda da casa, mas o companheiro não concordava com o valor proposto.
Ela relatou que tinha um relacionamento conturbado com o pai, que teria abusado dela durante a infância e adolescência, e por isso concordou com a ideia de Wedebrson em matá-lo. Maria de Fátima também admitiu ter contratado David para ajudar no plano, alegando que a morte da mãe não era parte do planejamento, pois acreditava que ela estaria na casa da avó.
Wedebrson se apresentou na quarta-feira (1º) na Delegacia de Polícia Civil de Anastácio, negando participação na morte do casal e alegando legítima defesa no assassinato de David. As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias e motivações por trás dos crimes, já que as versões apresentadas pelos suspeitos são conflitantes.
Com informações midiamax.com.br