A indústria bélica dos EUA pode estar se direcionando para uma nova fase em suas estratégias de combate. Recentemente, a Boeing Defense e a Marinha dos EUA realizaram com sucesso o primeiro teste do MQ-25A Stingray, um drone projetado para abastecimento aéreo de jatos, em um contexto em que os porta-aviões americanos desempenham papel crucial em operações no Irã e na supervisão das águas do Estreito de Ormuz.
O MQ-25A Stingray é destacado como o primeiro sistema de aeronaves não tripuladas que será embarcado. Com a previsão de sua incorporação à frota regular até 2026, a expectativa é que o drone amplie significativamente o alcance das aeronaves tripuladas, uma necessidade crescente diante da intensificação na produção de mísseis antinavio, especialmente por parte da China.
Atualmente, a função de reabastecimento aéreo é desempenhada pelo F/A-18E/F Super Hornet. A Marinha espera que a substituição gradual por drones como o MQ-25A não apenas aumente o alcance operacional, mas também permita que os Super Hornet sejam alocados para missões de combate e vigilância. De acordo com informações do USNI News, entre 20% e 30% das missões do Super Hornet estão voltadas para o suporte de abastecimento.
Tony Rossi, que lidera o escritório executivo da Marinha para programas de aviação não tripulada e armamentos de ataque, ressaltou que o MQ-25A representa um marco na integração do reabastecimento aéreo não tripulado a bordo dos porta-aviões. Essa inovação permitirá que os caças tripulados operem com maior eficiência e em distâncias mais longas, o que é essencial para o futuro da aviação naval.
A Boeing, em uma competição com a General Atomics e a Lockheed Martin, conquistou um contrato de US$ 805 milhões em 2018 para a construção dos quatro primeiros Stingrays. Além disso, a Marinha dos EUA alocou um orçamento de US$ 220,4 milhões para a aquisição de três aeronaves no ano fiscal de 2024, com um plano de compra total de 22 unidades até 2028.