O governo francês anunciou que a questão do Estreito de Ormuz deve ser abordada separadamente nas negociações em andamento entre o Irã e os Estados Unidos. De acordo com informações do Palácio do Eliseu, os aliados da França estão prontos para assegurar a segurança na região, porém suas ações se limitarão a medidas defensivas.
O Palácio do Eliseu destacou que a realização de qualquer missão no Estreito de Ormuz depende da participação do Irã nas discussões. Além disso, foi reafirmado que a reabertura da via navegável não deve ocorrer por meio da força militar.
A agência de notícias Tasnim reporta que o Irã ainda não respondeu à proposta apresentada pelos EUA, enquanto a China manifestou a necessidade de um cessar-fogo abrangente na região. O governo iraniano afirmou que já discutiu a situação do Estreito de Ormuz com Pequim.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, tem pressionado a China a utilizar sua influência para convencer o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, uma importante rota de navegação. Recentemente, o presidente francês, Emmanuel Macron, comentou sobre um incidente em que um navio de contêineres da transportadora francesa CMA CGM foi atacado no estreito, resultando em ferimentos na tripulação.
Durante reunião de gabinete, Macron afirmou que a França não era o alvo pretendido desse ataque, destacando que o navio estava registrado sob a bandeira de Malta e que a França não participou do “Projeto Liberdade”, uma iniciativa temporária dos EUA para a segurança da navegação nesta área.