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Capacitação em Policiamento Restaurativo promove diálogo entre culturas em MS

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) concluiu, na última quinta-feira (7), um ciclo de capacitação em Justiça e Policiamento Restaurativo. O curso foi realizado em cinco municípios do Estado, onde há uma significativa população indígena: Dourados, Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá.

Durante o treinamento, 430 agentes de Segurança Pública, incluindo policiais civis e militares, peritos oficiais e bombeiros militares, participaram da iniciativa. A formação foi promovida em colaboração com a Secretaria de Estado da Cidadania e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), com financiamento proveniente do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp).

O policial militar indígena Amildo Malheiro Vaz, que atua na Aldeia Limão Verde, em Aquidauana, enfatizou a relevância do projeto, destacando que os conceitos abordados no curso são semelhantes às práticas já executadas pelos Conselhos Comunitários de Segurança Indígena. Ele ressaltou a importância de expandir esse conhecimento para outros municípios, o que poderá fortalecer o policiamento nas comunidades indígenas.

"Conhecer a cultura indígena é fundamental. Durante o curso, promovemos momentos de interação entre indígenas e policiais, o que é essencial, especialmente em um estado que abriga a terceira maior população indígena do Brasil", afirmou Malheiro Vaz.

Em cada um dos municípios, a participação de indígenas como agentes metodológicos foi fundamental, pois eles contribuíram ativamente para os debates e a elaboração das atividades. Luciane Gallo, conselheira estadual dos Povos Originários em Contexto Urbano da região Sul/Conesul de Mato Grosso do Sul, destacou a importância dessa iniciativa para a aproximação entre as forças de segurança e as comunidades indígenas.

"Recebemos esse curso com muita alegria. Ele representa uma forma de atuar em conjunto com as forças policiais, trazendo confiança e segurança, sem deixar de respeitar a ancestralidade e a cultura dos Povos Originários", declarou Gallo. A formação visa garantir segurança nas comunidades indígenas, promovendo um policiamento que respeite suas tradições e valores.

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