No primeiro trimestre de 2026, Mato Grosso do Sul registrou uma taxa de desemprego de 3,8%, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Embora tenha havido um aumento de 1,4 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, o estado ocupa a 6ª menor posição em desocupação no Brasil, ficando abaixo da média nacional de 6,1%. Santa Carina e Mato Grosso lideram o ranking de menor número de desempregados em relação à população. Na área metropolitana, Campo Grande se destaca com uma taxa de 4,1%, apresentando um crescimento de 1 ponto percentual em comparação ao último trimestre de 2025.
A desigualdade salarial é um ponto crítico em Mato Grosso do Sul. No primeiro trimestre de 2026, o rendimento médio no estado foi de R$ 3.768,00, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior (R$ 3.733,00) e ao mesmo período em 2024 (R$ 3.706,00). Entretanto, a disparidade entre gêneros é alarmante, com os homens recebendo, em média, 24% a mais que as mulheres. Enquanto os homens têm um rendimento médio de R$ 4.205,00, as mulheres ganham apenas R$ 3.177,00.
Além disso, a desigualdade racial também se reflete nos salários. Os indivíduos que se autodeclaram brancos recebem, em média, R$ 4.577,00, enquanto os pardos ganham R$ 3.209,00 e a população preta, apenas R$ 3.013,00. Essa última categoria teve uma redução significativa em seu rendimento, caindo de R$ 3.196,00 para R$ 3.013,00, o que representa uma queda de 5,7% entre o último trimestre de 2025 e o primeiro de 2026.
Em relação à informalidade, Mato Grosso do Sul apresentou uma diminuição, com a taxa caindo para 29,8% no primeiro trimestre, posicionando o estado como o 3° menor do país. O número de trabalhadores informais, que inclui aqueles sem carteira assinada, empregadores e autônomos sem registro de CNPJ, é de 425 mil, o que representa uma redução de 3,6%, ou menos 16 mil pessoas, em comparação ao período anterior.
No panorama do emprego, 51% da força de trabalho está alocada no setor privado, 21% atuam por conta própria e 15,3% estão empregados no setor público. Trabalhadores domésticos e empregadores representam 5,6% cada. O setor privado viu um aumento no número de empregados com carteira assinada, com um acréscimo de 8 mil pessoas no trimestre encerrado em março de 2026. Por outro lado, o número de trabalhadores domésticos caiu, totalizando uma redução de 10 mil pessoas (11,1%) em relação ao trimestre anterior.
Com informações midiamax.com.br