O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que a China aceitou encomendar 200 jatos da Boeing durante uma entrevista ao apresentador Sean Hannity, do canal Fox News. Este acordo marca a primeira compra de aeronaves comerciais fabricadas nos EUA por parte da China em quase dez anos. Apesar da expectativa positiva, as ações da Boeing tiveram uma queda superior a 4% após a divulgação da informação.
Poucos detalhes sobre o acordo foram imediatamente disponibilizados, e o número de aeronaves anunciadas é significativamente inferior às expectativas que indicavam uma possível venda de 500 ou mais jatos para o país asiático. A situação reflete as complexidades do comércio entre os dois países, com Trump buscando expandir as oportunidades de negócios com a China, enquanto a nação asiática se concentra em estratégias voltadas para o mercado interno.
Theo Paul Santana, especialista em negócios entre China e Brasil, discutiu em uma entrevista a mudança de foco da estratégia comercial da China, que tem buscado mais renda e consumo interno. O presidente Trump também aproveitou a oportunidade para convidar Xi Jinping para um encontro na Casa Branca, previsto para 24 de setembro, em um evento que ocorreu durante um banquete de Estado em Pequim.
A Casa Branca não respondeu rapidamente a um pedido de esclarecimento sobre se o número mencionado por Trump se referia a um pedido completo da Boeing ou se incluía apenas determinados tipos de aeronaves, como as de fuselagem estreita ou larga. A Boeing também não comentou sobre a questão em tempo hábil. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, havia mencionado anteriormente que esperava um anúncio significativo sobre um pedido da Boeing durante a visita de Trump a Pequim, durante a qual o líder americano conversou com Xi Jinping.
"Uma coisa que ele concordou hoje é que vai encomendar 200 jatos… A Boeing queria 150, eles conseguiram 200", afirmou Trump, conforme reportado pela Fox News, referindo-se ao diálogo com Xi Jinping. Essa confirmação representa um avanço nas relações comerciais entre os dois países, mas também ressalta as incertezas que cercam o setor de aviação e os interesses comerciais na região.