Entre os dias 20 e 24 de maio, Brasília será palco da 4ª edição do Brasil Origem Week e do Chocolat Festival, que acontecerão no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Os eventos visam reunir a cadeia produtiva nacional, destacando produtos de origem e chocolate com alto teor de cacau. A entrada será gratuita, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.
Durante os cinco dias de programação, aproximadamente 230 expositores de várias regiões do Brasil estarão presentes, incluindo produtores rurais, chocolateiros, empreendedores e chefs de cozinha. A expectativa é que cerca de 30 mil visitantes compareçam, gerando um impacto econômico estimado em mais de 15 milhões, entre vendas diretas e negócios futuros.
A realização do Brasil Origem Week e do Chocolat Festival na capital do país é considerada estratégica, uma vez que Brasília possui uma das maiores rendas per capita do Brasil e é um centro político onde decisões importantes são tomadas. O objetivo é que a cidade reconheça a riqueza dos produtos de origem e a importância dos pequenos empreendedores para a economia e cultura do país.
O Chocolat Festival, que já conta com 47 edições realizadas no Brasil e na Europa, é reconhecido como o maior evento de cacau e chocolate da América Latina. A programação inclui experiências imersivas como o Túnel Sensorial, que simula o sistema de cultivo do cacau, envolvendo aromas e texturas da Mata Atlântica. Além disso, haverá apresentações ao vivo de esculturas de chocolate e a Cozinha Show, onde chefs renomados prepararão receitas exclusivas.
O evento também contará com rodadas de negócios B2B e uma série de palestras abordando temas relevantes, como inovação e sustentabilidade na cacauicultura brasileira. O Fórum Origem e o Origem Day trarão debates sobre as tendências do setor e o crescente interesse do consumidor por produtos de qualidade.
Marco Lessa, representante do evento, destacou que a popularidade do chocolate entre os brasilienses tem impulsionado o setor local, que se destaca pela produção artesanal. Ele ressaltou a nova lei que estabelece um percentual mínimo de 35% de cacau nos chocolates, sancionada em maio de 2026, como um avanço para o consumo de produtos mais saudáveis.