Ao mesmo tempo em que comemora, o PT vê a queda de seis pontos do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg com cautela. Isso porque, apesar da queda do senador no levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não cresceu em intenção de voto ou em aprovação do governo e a rejeição do petista também não diminuiu.
A avaliação de fontes ouvidas pela CNN é de que o eleitor de Flávio pode ter migrado para a margem de indecisos, brancos e nulos, que teve um aumento expressivo de 4,3% em abril para 9,3% agora em maio.
O PT adota estratégia para enfrentar crise de Flávio, seguindo com a divulgação de notícias positivas. Nesta terça-feira (19), o governo lançará crédito para compra de carro por motoristas de aplicativo e taxistas, com investimentos de R$ 30 bilhões.
A aposta da esquerda é seguir com a divulgação de notícias positivas, visando manter a liderança no cenário eleitoral.
A visão é de que o impacto tende a ser limitado a dois ou três pontos no calor da crise e que a tendência natural é recuperar terreno rapidamente e voltar competitivo na disputa direta com Lula.
Já na campanha de Flávio, a visão é de que a Atlas nunca foi uma pesquisa confortável para o senador e que, mesmo antes do episódio, ela já mostrava Lula numericamente na frente.