A seleção brasileira, sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, apresentará em 2026 sua maior média de idade na história das Copas do Mundo. Com 28,7 anos, a equipe contará com um elenco que reflete uma estratégia mais voltada para a experiência do que para a renovação. O goleiro Weverton, aos 38 anos, é um dos responsáveis por elevar essa média, enquanto 42,3% dos convocados, totalizando 11 atletas, têm 30 anos ou mais.
Entre os mais velhos, além de Weverton, estão Alex Sandro, de 35 anos, e os jogadores Neymar, Danilo e Casemiro, todos com 34 anos. A convocação revela uma tendência de Ancelotti em priorizar a vivência dos atletas em detrimento da inclusão de jovens promessas. O jogador mais velho a defender o Brasil em uma Copa do Mundo continua sendo Daniel Alves, que participou da edição de 2022 aos 39 anos.
Os jovens convocados por Ancelotti incluem Rayan, do Bournemouth, e Endrick, do Lyon, ambos com 19 anos, além de Wesley, da Roma, com 22 anos. Esses atletas representam uma nova geração que, curiosamente, não estavam nem mesmo nascidos quando o Brasil conquistou seu último título mundial, em 2002, na Coreia do Sul e no Japão.
A seleção, que se prepara para os jogos nos Estados Unidos, Canadá e México, poderá enfrentar um desafio significativo. Se retornar da América do Norte sem o troféu, o Brasil completará 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, igualando o maior jejum da história do país nesse torneio.
Com essa configuração, Ancelotti busca trazer ao Mundial uma combinação de vivência e habilidade, esperando que a experiência dos atletas mais velhos possa compensar a falta de renovação no grupo. A escolha do elenco reflete não apenas a visão do técnico, mas também um contexto de pressão por resultados imediatos, em um momento em que o Brasil busca retomar seu lugar de destaque no futebol mundial.
Com informações otempo.com.br