Na última terça-feira, 19 de maio, as forças israelenses abriram fogo contra pelo menos duas embarcações que faziam parte de uma flotilha de ajuda destinada a Gaza. Imagens de vídeo e relatos dos organizadores da flotilha confirmam que soldados dispararam tiros contra os barcos, embora não tenha sido especificado o tipo de munição utilizado. Um porta-voz da flotilha informou que seis embarcações foram alvejadas durante a ação.
Os organizadores relataram que 44 dos seus barcos foram interceptados no leste do Mediterrâneo, enquanto seis continuavam navegando. O Ministério das Relações Exteriores de Israel, em resposta ao incidente, reiterou sua posição de não permitir qualquer violação do bloqueio naval que considera legal em Gaza. A instituição não se manifestou diretamente sobre os disparos, redirecionando as perguntas para o ministério.
O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, em um discurso proferido em Ancara na noite anterior, condenou a intervenção israelense, caracterizando os membros da flotilha como 'viajantes da esperança'. Erdogan fez um apelo à comunidade internacional para que tomasse uma posição firme em relação às ações de Israel.
A Flotilha Global Sumud, que partiu do sul da Turquia, realizou sua terceira tentativa de levar ajuda a Gaza. Em ocasiões anteriores, iniciativas semelhantes foram interceptadas por Israel em águas internacionais. O grupo afirmou que 426 pessoas, representando 39 países, estavam envolvidas na missão.
Além disso, o Tesouro dos Estados Unidos anunciou a imposição de sanções contra quatro indivíduos associados à flotilha, que foi rotulada como 'pró-Hamas'. Ativistas que defendem os direitos palestinos criticam a confusão entre a defesa de seus direitos e o apoio ao extremismo, na visão de que Israel e EUA misturam as questões de forma errônea.