O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou suas ameaças ao Irã durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca nesta terça-feira, 19. Ele revelou que esteve a uma hora de autorizar um ataque ao país, mas decidiu adiar a operação. Trump enfatizou que os bombardeios poderiam estar em andamento se não tivessem sido suspensos, mencionando que os navios estão prontos para a ação.
Na segunda-feira, 18, o presidente anunciou que havia optado por adiar os ataques devido a "negociações sérias" em curso. Ele expressou otimismo quanto à possibilidade de um acordo com o Irã, afirmando que preferiria evitar um ataque militar. Trump afirmou que planejou um "grande ataque", mas que o adiou a pedido de aliados dos EUA na região do Golfo, destacando que espera que as negociações possam ser bem-sucedidas.
Trump estabeleceu um prazo de "dois ou três dias" para o Irã chegar a um acordo, mas também considerou a possibilidade de esperar até uma semana. Ele mencionou que poderia tomar uma decisão em breve, talvez até no final da semana ou no início da próxima. O presidente reiterou a urgência em impedir que o Irã desenvolva uma nova arma nuclear.
Além disso, Trump comentou sobre a percepção pública em relação à guerra no Oriente Médio, afirmando que não acredita que a ação militar seja impopular, pois as pessoas compreendem que o objetivo é evitar que o Irã obtenha armamento nuclear. Ele argumentou que a explicação das motivações do conflito é complexa e que não dispõe de tempo suficiente para detalhar a situação.
Em resposta à última proposta dos EUA para encerrar o conflito, o Irã apresentou suas exigências, que incluem o respeito ao seu direito de manter um programa nuclear pacífico, com o enriquecimento de urânio. Essa demanda se tornou um dos principais pontos de discórdia nas negociações, uma vez que os EUA exigem que o Irã suspenda seu programa e transfira o urânio enriquecido para outro país.
Além do programa nuclear, Teerã também reivindica o fim dos conflitos em diversas frentes, incluindo no Líbano, compensações por danos causados durante as hostilidades para fins de reconstrução e o levantamento do bloqueio marítimo imposto pelos EUA ao Irã.