O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se posiciona como pré-candidato à Presidência, decidiu antecipar a divulgação de partes de seu plano de governo. A medida visa enfrentar a crise gerada pela divulgação de conversas e um encontro com Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
Nos próximos dias, Flávio deverá reforçar sua defesa pela redução da maioridade penal e apresentar propostas voltadas para a segurança pública, tema que figura entre as principais preocupações do eleitorado. Além disso, o senador planeja criticar a execução do Orçamento Público e pode defender uma revisão da reforma tributária, que inclui a possibilidade de suspender por até um ano a legislação aprovada durante o governo Lula.
A decisão de antecipar a apresentação das propostas foi tomada pelos estrategistas da pré-campanha, que buscam reverter o desgaste de imagem que Flávio enfrenta após a divulgação do áudio e das mensagens. Inicialmente, a equipe acreditava que seria mais prudente manter o plano de governo em sigilo até a oficialização da candidatura, para evitar ataques de adversários.
Com a crise em foco, a nova estratégia é lançar um anúncio semanal que traga novidades ao debate político. O objetivo é que, ao compartilhar suas propostas para um potencial governo, Flávio possa desviar a atenção de sua relação com Vorcaro. O senador afirmou que o contato com o empresário se restringiu a um pedido de patrocínio para o filme "Dark Horse", que retrata a vida de Jair Bolsonaro.
Já nesta terça-feira (19), Flávio criticou a proposta de fim da escala 6×1, afirmando que a oposição apresentará uma nova sugestão sobre a jornada de trabalho no Brasil. Durante sua fala na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, ele destacou: "O Brasil se atualizou, o mundo que vivemos hoje não é mais o de 1943, época em que foi criada a CLT. Todos nós queremos trabalhar menos e ganhar mais, mas essa legislação está ultrapassada e pode gerar um impacto de 50 bilhões de reais por ano nos municípios se aprovada dessa maneira."