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Exoneração de filho de ex-servidor ocorre em meio a investigação de corrupção em Campo Grande

Agente do Gaeco auxilia no cumprimento de mandados na Sisep. — Foto: Agente do G

O Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) revelou que o filho de Edivaldo Aquino Pereira, ex-coordenador do tapa-buraco em Campo Grande, é alvo de investigações por supostas práticas de corrupção. O relatório aponta que Edivaldo teria utilizado o filho para receber propinas da empreiteira Rial. A exoneração do jovem ocorreu logo após a prefeitura ter acesso ao inquérito relacionado ao caso.

No último sábado, 16 de maio de 2026, a prefeita Adriane Lopes, do Partido Progressista (PP), garantiu que uma auditoria seria realizada sobre os contratos da construtora, que estão sob suspeita de fraudes. A Operação Buraco sem Fim, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) em 12 de maio de 2026, resultou na prisão de sete pessoas, incluindo Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, conhecido como 'Peteca', que conseguiu a prisão domiciliar.

Além de Edivaldo, outros envolvidos na investigação incluem Antônio Bittencourt, filho de 'Peteca' e sócio da Rial, o ex-secretário de Obras Rudi Fiorese, o ex-superintendente Mehdi Talayeh, e ex-servidores da Sisep, como Fernando de Souza Oliveira e Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula. O relatório revela uma série de irregularidades na execução de serviços de tapa-buracos, com pagamentos feitos à empreiteira que não correspondem aos serviços prestados.

Edivaldo chegou a classificar os serviços realizados pela Rial como 'porcos', mas ainda assim aprovava os pagamentos à empresa. As investigações constatam a existência de uma organização criminosa que manipulava medições e realizava pagamentos indevidos, permitindo o desvio de recursos públicos e o enriquecimento ilícito dos investigados, além de comprometer a qualidade das vias públicas na cidade.

Entre os anos de 2018 e 2025, a empresa Rial acumulou contratos e aditivos que somam R$ 113.702.491,02, evidenciando o alcance financeiro das fraudes. A operação tem como objetivo desmantelar esse esquema e responsabilizar os envolvidos, em um esforço para restaurar a confiança na gestão pública e garantir a correta aplicação dos recursos destinados à manutenção das vias urbanas.

Com informações midiamax.com.br

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