Em dezembro de 2025, Campo Grande alcançou um índice de 30% de inadimplência entre as famílias, conforme aponta a Radiografia do Endividamento de 2026. O levantamento, realizado pela Fecomércio-SP, coloca a capital de Mato Grosso do Sul na 12ª posição entre as cidades brasileiras com maior percentual de famílias com dívidas em atraso.
Além disso, 70% da população de Campo Grande apresentava pendências financeiras no último mês de 2025, um aumento em relação a 64% registrado no ano anterior. Este acréscimo de seis pontos percentuais foi superado apenas por Distrito Federal e Salvador, que tiveram aumentos de 11 e 12 pontos, respectivamente.
No que diz respeito às capitais com as taxas mais elevadas de famílias inadimplentes, Belo Horizonte se destaca com 65%, seguida de Manaus, com quase metade das famílias (49%), e Fortaleza (48%). O Distrito Federal e Goiânia têm 42% de suas famílias em situação de inadimplência. Em contrapartida, a média nacional de inadimplência é de 29%, ligeiramente inferior ao índice de Campo Grande.
Quando analisamos as famílias endividadas, a média no Brasil é de 80%, superando o percentual da capital sul-mato-grossense. Fortaleza e Vitória lideram este ranking com 90%, seguidas por Belo Horizonte e Rio de Janeiro, que apresentam 89% de famílias endividadas. No total, 17 capitais registram mais de 80% de famílias com dívidas.
É importante diferenciar entre as famílias endividadas e inadimplentes. As endividadas são aquelas que possuem qualquer tipo de débito a ser pago futuramente, enquanto as inadimplentes têm pelo menos uma pendência em atraso. Assim, todo inadimplente é endividado, mas nem toda família endividada é inadimplente.
Para tentar mitigar essa situação, o Governo Federal lançou o programa Desenrola 2.0, que visa facilitar a renegociação de dívidas. A iniciativa oferece descontos de até 90% sobre os juros das pendências e permite o uso de parte do FGTS para a quitação de débitos. A economista Aline Moreira acredita que o Desenrola 2.0 pode ajudar a reduzir a inadimplência a longo prazo, embora ressalte que sem mudanças de hábitos e planejamento, há risco de retorno ao endividamento.
Com informações midiamax.com.br