RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Câmara dos Deputados do México aprova emenda para anular eleições por interferência externa

cidade-do-mexico-1

A Câmara dos Deputados do México aprovou em 26 de outubro uma emenda constitucional que possibilita a anulação de eleições caso sejam detectadas evidências de interferência estrangeira. A medida, aprovada com 307 votos favoráveis, 128 contrários e uma abstenção, levanta preocupações entre críticos sobre seu potencial para enfraquecer a integridade do processo eleitoral e facilitar tentativas de reverter resultados por parte dos candidatos derrotados.

A proposta altera um artigo da Constituição, definindo interferência estrangeira como "financiamento ilícito, propaganda, disseminação sistemática de desinformação, manipulação digital e intervenção de governos ou agências estrangeiras". A emenda também abrange atos de pressão política, econômica, diplomática ou midiática que visem influenciar a opinião pública.

A votação ocorre em um contexto de crescente inquietação dentro do partido governista, o Morena, que manifesta preocupações sobre a intervenção externa nos assuntos do país. Recentemente, Isabel Díaz Ayuso, uma figura política conservadora da Espanha, visitou o México e criticou a administração de Claudia Sheinbaum, comparando-a a regimes comunistas, como o de Cuba. Além disso, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem feito ameaças de interferência nas políticas mexicanas de combate ao narcotráfico.

A presidente Claudia Sheinbaum comentou sobre a aprovação da emenda durante uma coletiva de imprensa, mencionando a possibilidade de interferência estrangeira nas eleições do México. Ela reconheceu que já houve casos de financiamento externo a candidatos e organizações locais e ressaltou a importância de proteger o país de qualquer forma de intromissão externa.

Parlamentares da oposição expressaram resistência à emenda, alegando que os partidos no poder poderiam utilizá-la como uma ferramenta para justificar ações políticas após perdas eleitorais. Ruben Moreira, deputado do partido opositor PRI, declarou que a rejeição à intervenção estrangeira é um ponto comum, mas alertou para a confusão entre os conceitos de intervenção e intromissão, que, segundo ele, são distintos.

Além da emenda sobre a interferência estrangeira, um segundo projeto de lei presidencial foi aprovado, que visa modificar a legislação eleitoral para impedir a candidatura de indivíduos com vínculos ao crime organizado.

Veja também

Um motociclista de 31 anos ficou gravemente ferido em um acidente envolvendo sua motocicleta Honda CB 1000 e...
Em palestra no Grupo Sada, Bia Figueiredo falou sobre os desafios enfrentados em sua carreira no automobilismo, incluindo...
A capital mineira foi palco de mais uma edição da Liga Esportiva NESCAU, com a participação de 6.081...