Na madrugada de sexta-feira, a Romênia denunciou um ato de "escalada grave e irresponsável" por parte da Rússia, após um drone ter invadido seu espaço aéreo e colidido com um prédio residencial em Galati, ferindo duas pessoas. Este é considerado o incidente mais sério deste tipo desde o início da invasão russa à Ucrânia, que ocorreu há mais de quatro anos, e gerou uma resposta imediata de autoridades locais e da OTAN.
O Ministério da Defesa da Romênia informou que o drone foi detectado por sistemas de radar ao longo de seu trajeto, desde a fronteira com a Ucrânia até o prédio onde colidiu. A queda do aparelho provocou um incêndio no edifício, levando à evacuação do local e à decretação de um alerta na área. Para monitorar a situação, dois caças F-16 foram enviados para a região, com autorização para abater quaisquer alvos aéreos que apresentassem risco.
O Brigadeiro-General Gheorghe Maxim comunicou que o drone foi rastreado apenas por um curto período antes de desaparecer do alcance do radar, o que impossibilitou a tomada de decisão sobre sua neutralização. O primeiro-ministro interino, Ilie Bolojan, destacou que a resposta da defesa foi limitada pela capacidade dos equipamentos disponíveis, indicando uma necessidade de avaliação cuidadosa para evitar uma escalada do conflito e riscos à população.
Essa situação gerou críticas, incluindo de Traian Basescu, ex-presidente da Romênia, que expressou preocupações sobre a falha em interceptar o drone, o que pode comprometer a segurança nacional e a confiança da população nas capacidades de defesa do país. O debate atual reflete um desafio mais amplo enfrentado por várias nações em equilibrar a necessidade de segurança com as considerações legais e diplomáticas ao lidarem com as incursões russas nas fronteiras da OTAN.
As repercussões políticas do incidente também são notáveis. Na Letônia, uma controvérsia relacionada à resposta a drones ucranianos que desviaram de suas rotas durante ofensivas contra a Rússia levou ao colapso da aliança governista. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, já havia solicitado melhorias na coordenação transfronteiriça e sistemas de alerta unificados, após várias incursões que expuseram falhas nas defesas europeias.