O Brasil figura entre os 15 países cujos residentes mais obtiveram a cidadania espanhola em 2025, ocupando a 13ª posição. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), foram registrados 299.732 processos de aquisição de nacionalidade no ano passado, um aumento de 18,7% em relação ao ano anterior.
O país que mais requereu a nacionalidade espanhola foi Marrocos, com 42.114 aquisições, seguido pela Colômbia, que contabilizou 37.712, e pela Venezuela, com 36.271. O Brasil, com 6.657 novas cidadanias concedidas, estabeleceu um novo recorde, superando as 5.759 adquiridas em 2023.
O ano de 2025 representa o pico na série histórica das “Estatísticas sobre Aquisições de Nacionalidade Espanhola por Residentes”, que começou a ser registrada em 2013. As quase 300.000 aquisições observadas contrastam com os 66.498 processos registrados em 2017, o menor número até então. As comunidades autônomas que lideraram o número de cidadanias foram a Catalunha, com 70.933 registros, e a Comunidade de Madri, que teve 69.566.
A América Latina se destaca, com estrangeiros dessa região representando nove em cada dez aquisições. Aqueles que atingem a maioridade legal poderão participar das próximas eleições, abrangendo os âmbitos gerais, regionais e municipais.
Outra informação relevante é que a maioria dos novos cidadãos são mulheres, com uma proporção de 55,4%, em comparação com 44,6% de homens. Em termos de faixa etária, o grupo mais significativo entre os solicitantes é composto por pessoas de 30 a 39 anos, seguido por indivíduos de 40 a 49 anos.
O método predominante para a obtenção da nacionalidade foi a via da residência, com 253.836 casos registrados. Embora a legislação exija uma residência legal e contínua de dez anos, existem exceções, como para refugiados, nacionais de países como Andorra, Filipinas, Guiné Equatorial, Portugal, ou ainda aqueles que se casam com espanhóis ou são descendentes de espanhóis.