O voto do ministro Gilmar Mendes, considerado crucial, manteve a prisão de Daniel Vorcaro e indicou que o caso Master pode ter um destino similar ao da Lava Jato. Mendes alertou que os atropelos ao direito de defesa podem gerar repercussões negativas a longo prazo, citando o exemplo da Lava Jato como um aviso sobre os riscos desse tipo de abordagem.
Ele argumentou que, embora a cobertura midiática e os linchamentos morais possam parecer eficazes temporariamente, eles acarretam um custo elevado no futuro. O decano do Supremo liderou o processo que resultou no desfecho da Lava Jato e, ao comparar os dois casos, sinaliza que o caso Master pode seguir um caminho semelhante.
Mendes enfatizou em seu voto que a prisão de Vorcaro pode ser revista, ressaltando a importância de se respeitar as regras processuais. Essa análise marca um ponto importante na discussão sobre as implicações legais e políticas do caso Master e sua relação com a Lava Jato.