Após três dias de travessia do Rio Miranda, a coluna brasileira que se retirava da Laguna alcançou, em 2 de junho de 1867, a localidade conhecida como Canindé, situada a três léguas de Nioaque. A marcha foi realizada de maneira notável, apesar das intensas chuvas que acompanharam o percurso, com os soldados levando consigo os doentes.
No Canindé, foram encontrados indícios da passagem das tropas paraguaias, como carros queimados ao longo do caminho, e o chão coberto de farinha e arroz. Os soldados, após 22 dias de severa fome, puderam finalmente se alimentar, recolhendo tudo o que encontravam, uma vez que a ração havia sido drasticamente reduzida, com 4 a 8 reses sendo repartidas em vez das 21 que normalmente eram destinadas ao corte.
A situação enfrentada pelas tropas brasileiras ilustra a gravidade das condições durante a retirada, destacando a luta pela sobrevivência e a resiliência dos soldados. O cenário de destruição deixado pelos paraguaios serviu como um lembrete do conflito que se desenrolava na região.
A Retirada da Laguna é um marco HISTÓRICO, evidenciando os desafios enfrentados pelas tropas durante a guerra. O relato desses eventos é encontrado na obra de A. Taunay, que documenta as dificuldades e as experiências vividas nesse período.
Além disso, o autor Sergio Cruz lançou um ROMANCE que mescla ficção e história, narrando a trajetória de um repórter em busca de um garimpeiro fugitivo com um diamante valioso encontrado em Rochedo, no sul do antigo Mato Grosso. Essa trama se desdobra em locais como a África do Sul e Paris, culminando em 1993, em Cuiabá. O livro está disponível exclusivamente em formato e-book.
A Retirada da Laguna e suas consequências permanecem relevantes na memória histórica, retratando não apenas a batalha, mas também o impacto humano e social dos conflitos da época.
Com informações midiamax.com.br