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Intensificam-Se as negociações por alianças eleitorais em SP envolvendo Haddad e Lula

Marina reage ao PSB e defende pluralidade em SP — Foto: Marina reage ao PSB e de

As negociações para a formação do palanque eleitoral em São Paulo entre Fernando Haddad e Lula estão em ritmo acelerado, com a expectativa de que um consenso seja alcançado ainda esta semana. A principal questão em discussão envolve a disputa por vagas ao Senado Federal, onde os nomes de Simone Tebet e Márcio França, ambos do PSB, além de Marina Silva (Rede), estão em pauta.

No último domingo (31), Haddad e Lula se reuniram para abordar diversos temas relacionados à aliança, embora o encontro não tenha sido voltado exclusivamente para o palanque em SP. Fontes do PT confirmaram que as conversas já estavam em andamento antes do encontro, com Lula tendo conversado previamente com Márcio França. No entanto, a possibilidade de França assumir a vice de Haddad não foi bem recebida, conforme informações de Tainá Falcão.

Márcio França, que já se apresentou como candidato ao Senado em 2022, permanece firme em sua intenção de concorrer novamente e rejeita a ideia de figurar como vice-governador. As discussões recentes indicam que Haddad e Lula insistem em França como uma opção para a vice, ao mesmo tempo em que buscam abrir espaço para Marina Silva na outra vaga ao Senado. No entanto, França não demonstra interesse em aceitar essa posição, e a cúpula do partido está ciente dessa resistência.

Entre 2023 e 2026, França ocupou o cargo de ministro do Empreendedorismo no governo Lula, um papel que, segundo analistas, não teve tanto destaque. Além disso, há preocupações sobre o que pode acontecer se ele aceitar a vice e a chapa não for bem-sucedida, o que poderia resultar em sua saída do cenário político. Para contornar essa situação, há um acordo que garantiria a ambos, Haddad e França, uma posição no governo, mesmo que a chapa estadual não vença.

A situação tem gerado descontentamento dentro do PSB, que comunicou a Lula sua necessidade de garantir duas vagas ao Senado em São Paulo, com os nomes de Tebet e França. Lula, em conversas privadas, expressou a intenção de dialogar com Haddad para encontrar uma solução que satisfaça todos os envolvidos, mas também deixou claro que pode intervir diretamente caso não haja um entendimento entre os aliados.

Assessores indicam que Lula tem uma preferência por dois candidatos ao Senado: Simone Tebet e Marina Silva. A expectativa é de que Marina possa impulsionar a candidatura de Lula na capital e na região metropolitana, enquanto Tebet é vista como fundamental para atrair eleitores no interior, onde Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem se destacado nas pesquisas. Essa preferência foi até mencionada publicamente por Lula, o que gerou controvérsias e levou à abertura de um processo judicial por suposta propaganda eleitoral antecipada.

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