A eleição da Fecomércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS) se encontra em um impasse judicial, após uma votação marcada por uma diferença de apenas um voto. A chapa 2, liderada por Juliano Wertheimer, conseguiu vencer o atual presidente, Edison Araújo, mas a legitimidade desse resultado está sendo contestada por quatro entidades que alegam irregularidades e buscam a suspensão do pleito.
Nesta terça-feira (2), advogados do SindiSuper (Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Alimentícios de Campo Grande) e dos SindiVarejos de Campo Grande, Três Lagoas e Corumbá convocaram a imprensa para apresentar um total de oito ações judiciais relacionadas à eleição. Os representantes pedem que a Justiça do Trabalho considere a eleição nula e mantenha Edison Araújo no cargo até que a situação seja resolvida.
Os advogados argumentam que o Sindha (Sindicato dos Hotéis, Bares e Similares), presidido por Juliano Wertheimer, além do SindiCFC (Sindicato dos Centros de Formação de Condutores) e o SindiConstru (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção), não deveriam ter participado da votação realizada em 12 de abril. Eles conseguiram participar do processo eleitoral após recorrerem ao Judiciário e obterem decisões liminares que garantiram seu direito de voto. O resultado final da votação foi de 8 votos para Juliano e 7 para Edison.
O advogado Ademar Chagas alertou sobre a insegurança jurídica que pode ocorrer caso Juliano Wertheimer seja empossado no dia 16 de junho e, posteriormente, a Justiça decida que sua candidatura não era válida. Ele ressaltou que essa situação poderia levar a atos administrativos que comprometeriam a gestão da Fecomércio, que controla importantes serviços como o SESC e o SENAC, além de academias e restaurantes.
Embora os advogados não tenham uma estimativa exata do orçamento em questão, mencionaram que a administração da Fecomércio envolve recursos significativos, incluindo políticas públicas e serviços essenciais. A presença do Sindha na nova chapa é um ponto crítico, uma vez que a maioria dos integrantes eleitos pertence a essa entidade. Caso o Judiciário decida que o Sindha não tinha direito a voto, toda a chapa poderia ser considerada inapta.
A filiação do Sindha à Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação é uma das razões alegadas pelos advogados do SindiSuper e dos SindiVarejos para contestar a validade da eleição. Eles afirmam que, após essa filiação, seria necessário um período de dois anos para que a entidade pudesse votar ou concorrer na Fecomércio. Apesar de Edison Araújo ter reconhecido a regularidade da filiação do Sindha em um documento anterior, a situação se complicou com a chegada de um novo documento da Confederação Nacional do Comércio, datado de setembro de 2025, que questiona essa regularidade.
Com informações midiamax.com.br