No dia 3 de junho, a Guarda Revolucionária do Irã lançou um ataque contra o quartel-general da Quinta Frota dos EUA e uma base aérea, utilizando mísseis e drones. A informação foi divulgada pela mídia iraniana, que destacou que a ação foi uma resposta a um suposto ataque americano a uma torre de comunicações localizada ao sul da Ilha Qeshm.
Em meio a essa escalada de hostilidades, o Dow Jones Futuro apresentou queda, enquanto os preços do petróleo subiram, refletindo o aumento das tensões entre os EUA e o Irã. As forças armadas dos Estados Unidos, por sua vez, interceptaram mísseis balísticos e drones que estavam em direção a países vizinhos e retaliaram com um ataque a um centro de comando iraniano.
Além disso, a marinha da Guarda Revolucionária atacou uma embarcação identificada como Panaya, alegando que a ação foi uma resposta a um ataque americano a um navio-tanque iraniano nas proximidades do Estreito de Ormuz. Esse ataque, segundo a mídia local, resultou em danos à sala de máquinas do navio.
A Guarda Revolucionária fez uma declaração enfatizando que a interrupção da segurança no Estreito de Ormuz terá consequências significativas para as operações militares dos Estados Unidos na região. Essa afirmação ressalta a importância estratégica da rota marítima, que é crucial para o transporte de petróleo e gás.
Os desdobramentos desse conflito estão sendo acompanhados de perto por analistas internacionais, especialmente em um momento em que as relações entre os EUA e o Irã se deterioraram ainda mais. A situação é complexa, envolvendo também a posição de Israel, onde Trump e Netanyahu têm demonstrado discordâncias sobre a abordagem a ser adotada em relação ao Irã. O presidente americano tem pressionado por um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto o primeiro-ministro israelense mantém uma postura mais agressiva, ordenando uma intensificação dos ataques contra o Hezbollah no Líbano.