Uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest mostra que 60% do eleitorado brasileiro acredita que o país deve classificar organizações criminosas como terroristas. Por outro lado, 29% dos entrevistados se manifestaram contrários a essa proposta. Além disso, 11% não souberam ou não responderam à questão durante o levantamento, divulgado na quarta-feira, dia 10.
O estudo também avaliou a opinião dos brasileiros sobre a classificação proposta pelo governo dos Estados Unidos, feita no início de junho. Quando questionados sobre a posição americana, 45% defendem que o governo dos EUA deveria considerar as organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas internacionais, enquanto outros 45% se opõem a essa decisão. Um total de 10% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pergunta.
Outro dado relevante da pesquisa indica que 53% dos participantes acreditam que a decisão dos Estados Unidos poderá impactar negativamente bancos e empresas brasileiras. Em contrapartida, 34% discordam dessa perspectiva, enquanto 13% se abstiveram de opinar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião com o então presidente americano, Donald Trump, se posicionou contra a classificação, argumentando que essa abordagem seria inadequada. Em contraste, Flávio Bolsonaro, durante sua visita aos Estados Unidos, expressou apoio à medida.
A pesquisa foi conduzida com 2.004 eleitores entre os dias 5 e 8 de junho, utilizando entrevistas presenciais como método. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. O estudo foi encomendado pelo Banco Genial e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07661/2026.
Esses dados refletem um cenário em que a percepção pública sobre a criminalidade e suas classificações legais está em evolução, evidenciando as diferentes opiniões em relação ao papel do governo e da comunidade internacional no combate ao crime organizado.