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EUA e Irã firmam acordo que encerra hostilidades e reabre Estreito de Ormuz

Navios de carga no Estreito de Ormuz, em fevereiro. — Foto: Navios de carga no E

Na quarta-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um acordo de paz com o Irã que estabelece a diluição do estoque de urânio altamente enriquecido por parte de Teerã. Em troca, a Casa Branca irá aliviar as sanções impostas ao país, permitindo que o Irã retorne ao mercado global de petróleo. Essa medida representa uma significativa concessão por parte de Washington.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou as negociações, anunciou que o pacto para encerrar as hostilidades entrou em vigor imediatamente após a assinatura. O acordo estabelece um prazo de 60 dias para que sejam iniciadas novas negociações relativas ao futuro do programa nuclear iraniano, embora tenha sido envolto em mistério desde seu anúncio no domingo (14).

Detalhes do acordo ainda não foram divulgados oficialmente, apesar de fontes americanas afirmarem que Trump e o vice-presidente JD Vance assinaram o documento digitalmente. A assinatura física ocorreu durante um jantar com o presidente da França, Emmanuel Macron, em Versalhes, onde Trump declarou: “Está assinado. Isso não foi fácil.” Uma cerimônia oficial de assinatura estava programada para a sexta-feira (19) na Suíça, mas a realização do evento permanece incerta devido a informações contraditórias de Estados Unidos, Irã e Paquistão.

Em Teerã, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também assinou o acordo, conforme relatado pela agência de notícias estatal Irna. A íntegra do documento ainda não foi divulgada, e as informações disponíveis vêm de fontes não oficiais tanto dos EUA quanto da mídia iraniana. As fontes indicam que o acordo inclui o fim das hostilidades, a reabertura do Estreito de Ormuz e a possibilidade de que o Irã defina taxas futuras para a passagem marítima, que ficará livre de pedágios pelos próximos dois meses.

Além disso, o governo dos Estados Unidos suspenderá algumas sanções contra o Irã, embora elas não sejam eliminadas completamente. O acordo também contempla a manutenção da integridade territorial do Líbano em face das ações de Israel contra o Hezbollah, aliado do Irã, embora o governo israelense tenha rejeitado a ideia de se retirar das áreas ocupadas no sul do Líbano.

Outro aspecto relevante do pacto é a criação de um fundo de US$ 300 bilhões destinado à reconstrução do Irã, cuja implementação dependerá do progresso nas negociações. O conflito que levou a esse acordo teve início em 28 de fevereiro, com um ataque das forças americanas e israelenses ao território iraniano, com a justificativa de impedir o desenvolvimento de armamento nuclear no país. Durante o conflito, Trump mencionou a derrubada do regime iraniano como uma das motivações, embora essa meta não tenha sido alcançada, mesmo após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, que foi sucedido por seu filho, Mojtaba Khamenei.

Com informações midiamax.com.br

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