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António Costa afirma que UE não será mediadora na guerra da Ucrânia e pede mais pressão sobre a

Foto: União Europeia. (Pixabay)

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou nesta sexta-feira (19) que a União Europeia (UE) não atuará como mediadora no conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Durante uma coletiva de imprensa após a cúpula do Conselho, Costa enfatizou que o bloco continua a apoiar Kiev, afirmando que "a UE está do lado da Ucrânia" e que apenas o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, tem legitimidade para negociar em nome do país.

Costa afirmou: "Não queremos ser apenas mediadores na questão da Ucrânia. Estamos com a Ucrânia durante a guerra e estaremos com eles depois da guerra". Ele também mencionou que não vê "sinais críveis" de que Moscou esteja preparado para participar de negociações sérias neste momento. Apesar dessa avaliação, o presidente do Conselho Europeu informou que um canal diplomático direto está sendo estabelecido com a Rússia para que as posições europeias sejam comunicadas.

"Precisamos ser capazes de transmitir nossas próprias mensagens diretamente à Rússia", declarou Costa. Além disso, ele sugeriu que a chamada "coalizão dos voluntários", um grupo de países que oferece apoio militar à Ucrânia, deve ser incluída nas discussões sobre futuras garantias de segurança para o país.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também se manifestou, afirmando que, "mais cedo ou mais tarde", a Rússia terá que retornar à mesa de negociações, e a Europa precisará apresentar uma posição unificada nesse momento. As declarações de Costa foram acompanhadas por um novo chamado para endurecimento das medidas contra Moscou, destacando que "é hora de aumentar a pressão sobre a Rússia" e que novos pacotes de sanções devem ser aprovados rapidamente.

Nas conclusões da cúpula, os líderes da UE reiteraram seu apoio "firme e inabalável" à soberania e integridade territorial da Ucrânia, deixando claro que "o caminho para a paz não pode ser decidido sem a Ucrânia". O texto também afirma que a UE está disposta a aumentar seu engajamento diplomático, mas exige que a Rússia aceite um cessar-fogo total e participe de "negociações significativas" para alcançar uma paz duradoura.

Adicionalmente, o Conselho Europeu manifestou a necessidade de acelerar a adoção do 21º pacote de sanções contra Moscou e reafirmou seu compromisso em intensificar a pressão econômica sobre o Kremlin. Em outro tema abordado, Costa criticou a falta de avanços por parte da China na correção dos desequilíbrios comerciais globais, afirmando: "Até agora, a China não entregou". Essa discussão sobre desequilíbrios macroeconômicos globais fez parte da agenda da reunião dos líderes europeus.

Com informações midiamax.com.br

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