O primeiro dia do julgamento do Caso Gritzbach ocorreu no Fórum Criminal de Guarulhos, onde Simone Novais, viúva do motorista de aplicativo Celso Araujo Sampaio de Novais, prestou depoimento a respeito dos momentos que antecederam a morte de seu marido. Celso foi fatalmente atingido por tiros de fuzil em novembro de 2024, durante um atentado direcionado ao empresário Vinícius Gritzbach No Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Simone relatou que, no momento do ataque, Celso tentou contatá-la, mas ela não conseguiu atender à chamada. Posteriormente, ela tomou conhecimento de um vídeo gravado por ele enquanto estava na ambulância, no qual afirmava: “Levei um tiro, estou na ambulância”. A viúva também compartilhou que o filho mais velho do casal, de 22 anos, reconheceu o pai ao ver imagens do tiroteio na televisão. Além dele, Celso deixou mais dois filhos, com idades de 15 e 5 anos.
Em sua última conversa com a esposa, Celso comemorou ter alcançado sua meta financeira do dia, valor suficiente para cobrir a prestação do carro da família. Ele decidiu permanecer no aeroporto para realizar mais algumas corridas, já que o filho desejava comer sushi. Suas últimas palavras direcionadas aos filhos foram: “amo muito vocês”. De acordo com o depoimento, Celso costumava trabalhar entre 12 e 15 horas diárias e considerava o aeroporto um local seguro devido à presença policial. No dia do crime, ele estava triste porque um dos filhos havia perdido o cachorro de estimação.
Após a morte de Celso, Simone destacou que a família perdeu seu principal provedor financeiro, enfrentando dificuldades na criação dos filhos. Ela mencionou que o adolescente de 15 anos ainda está lidando com as fases iniciais do luto, ressaltando que o marido era o alicerce da casa.
O julgamento do Caso Gritzbach continua em meio a diversas questões. O carro de Celso, encontrado abandonado perto do aeroporto, foi preservado para perícia. A defesa dos réus declarou que um Parecer Técnico comprova erros graves na investigação, resultando na acusação indevida de pessoas inocentes. Em contrapartida, o Ministério Público de São Paulo afirmou que a defesa apresentou um Parecer Técnico encomendado para contestar o laudo pericial, que foi elaborado por um órgão oficial. Além disso, destacou que nenhum dos três réus, que estão presos há mais de um ano, concordou em fornecer material genético para exames, mas o resultado do DNA de Ruan e Denis foi encontrado no veículo e em objetos abandonados.