A quarta-feira (24) trouxe temperaturas extremas em diferentes regiões do Brasil, resultado da passagem de uma frente fria provocada por uma massa de ar polar. Este fenômeno, originário das áreas próximas à Antártida, avança em direção ao norte do país, conforme explicam os meteorologistas.
Em Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, a temperatura atingiu -9,2°C, a mais baixa do Brasil no dia, enquanto Palmas, no Tocantins, registrou a maior temperatura, com 36,7°C. Essa diferença de quase 46°C entre os dois locais ilustra a variação climática que o país enfrenta. Os dados foram coletados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
A interação entre a massa de ar frio e uma massa de ar quente gera um choque que forma a frente fria, uma área de transição que pode resultar em chuvas, ventos que superam os 50 km/h e queda acentuada de temperatura. Com a chegada do inverno, iniciado no último domingo (21), o sistema tende a ficar mais seco, fazendo com que o calor do solo se dissipe rapidamente, levando ao congelamento do orvalho nas superfícies.
Os especialistas consideram que a onda de frio atual é a mais intensa até agora, afetando cerca de 14 estados em quatro regiões do Brasil: Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Para esta quinta-feira (25), são esperadas temperaturas ainda mais baixas.
A Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), que monitora o clima na Serra Catarinense, prevê mínimas entre -5°C e -9°C, com possibilidade de geada e até neve nas áreas mais elevadas. No Sudeste, estados como São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais podem ter máximas em torno de 11°C, aproximadamente 10°C abaixo da média para o mês de junho.
No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul pode registrar mínimas próximas de 0°C em cidades como Dourados e Ponta Porã, além de rajadas de vento que podem alcançar até 60 km/h. Os Estados do Norte, incluindo Acre, Rondônia e Amazonas, também devem sentir os efeitos do frio, com temperaturas em torno de 20°C, abaixo do padrão local.