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Dólar atinge R$ 5,20 e registra maior valorização em três meses

Dolar-Moeda estrangeira

O dólar encerrou a quarta-feira, 24, cotado a R$ 5,2020, com uma valorização de 0,28%, atingindo o maior nível de fechamento em aproximadamente três meses. O movimento é impulsionado pela força da moeda americana no mercado internacional, em um cenário marcado pela expectativa de elevação nas taxas de juros nos Estados Unidos ainda neste ano.

Embora o real não tenha sido a moeda emergente com o pior desempenho na sessão e em junho, analistas observam que a queda nos preços do petróleo, que ameaça romper a barreira de US$ 70 por barril, diminui a atratividade do “trade do petróleo” em relação à moeda brasileira, resultando em uma realização de lucros.

O dólar à vista, que chegou a registrar uma máxima de R$ 5,2212 logo pela manhã, fechou a sessão em alta pela segunda vez consecutiva, acumulando uma valorização de 3,15% em junho, após um aumento de 1,82% no mês anterior. No ano, as perdas do real, que superaram os dois dígitos no início de maio, quando a cotação estava em torno de R$ 4,90, agora são de 5,23%.

Jonathan Joo Lee, head da mesa de internacional e câmbio da Mirae Asset, comenta que a desvalorização do real nesta quarta-feira se deve ao fortalecimento do dólar em nível global. Ele destaca a ausência de fatores internos relevantes e menciona que a situação atual é delicada para a moeda brasileira, especialmente com o Federal Reserve (Fed) considerando aumentar os juros, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) sinaliza a possibilidade de nova redução na taxa Selic.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas, alcançou 101,600 pontos ao final da tarde, após atingir 101,800 pontos, os maiores níveis em mais de um ano. O Dollar Index já acumula uma valorização de 2,70% em junho, refletindo as expectativas em relação à inflação nos Estados Unidos, que voltou a acelerar e pode exigir uma resposta mais firme da autoridade monetária.

Além da expectativa de aperto na política monetária dos EUA, Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, destaca que o real enfrenta pressão devido ao movimento de rotação de carteiras que favorece países emergentes associados à Inteligência Artificial, como Coreia do Sul e Taiwan. Ele também ressalta que a queda nos preços do petróleo impacta negativamente a balança comercial e a atividade econômica no Brasil, contribuindo para a valorização do dólar.

Com informações midiamax.com.br

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