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Marília Campos resiste a candidatura ao governo de Minas e prioriza Senado

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A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT-MG), reafirmou sua decisão de não se candidatar ao governo de Minas Gerais, desconsiderando as pressões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Próximos aliados de Marília acreditam que ela está ciente dos riscos de uma possível retaliação, o que poderia resultar na perda da pré-candidatura ao Senado, já definida por ela.

Recentemente, lideranças do PT, incluindo o presidente nacional Edinho Silva, solicitaram uma reunião com Marília para discutir a situação. O objetivo é convencê-la a reconsiderar sua posição. Em uma reunião da bancada mineira com Lula em Brasília, ficou claro que a insistência na candidatura de Marília foi uma decisão coletiva.

Apesar da insistência, Marília argumenta que a candidatura própria do PT em Minas representa um "equívoco estratégico". Ela propõe, em vez disso, a construção de uma aliança com outras legendas, como o PSB e o MDB, para apoiar Gabriel Azevedo (MDB) na disputa pelo governo.

Neste sábado (27), um encontro regional de lideranças será realizado em Montes Claros, no Norte de Minas. O evento ganha relevância em função da recente decisão do PT de ter um candidato próprio, e Marília pretende usar a ocasião para reforçar sua posição em favor de uma aliança ampla, divergindo da linha oficial do partido.

Marília surge como a alternativa "plano B" do PT, especialmente após Rodrigo Pacheco (PSB-MG) recusar a proposta de Lula. O "plano C" seria o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), visto que o partido está determinado a lançar um candidato próprio, ao invés de apoiar outro nome.

Com o tempo se esgotando, a pressão sobre a equipe de Lula aumenta, e petistas reconhecem que essa pressão pode não ser eficaz para sensibilizar Marília a mudar sua posição, que já foi estabelecida há meses. O presidente Lula busca garantir um palanque em Minas Gerais para o segundo turno, reconhecendo a importância do estado no cenário eleitoral nacional.

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