A análise da rejeição entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revela um cenário que pode ser interpretado como favorável para a candidatura de Flávio. Essa avaliação foi feita pelo CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, em uma entrevista. A pesquisa, que começou em março, mostra que Lula iniciou sua trajetória eleitoral com 49% de rejeição. Esse índice experimentou oscilações, caindo para 48% e 47%, antes de retornar a 49% na medição mais recente. Por sua vez, Flávio começou com 48% de rejeição, viu esse número subir para 52% em uma rodada anterior e agora recuou para 51%.
A diferença de rejeição entre os dois candidatos caiu para apenas dois pontos percentuais. Tokarski mencionou que em um determinado momento, a rejeição de Flávio chegou a ser cinco pontos percentuais superior à de Lula, mas atualmente essa disparidade é considerada mínima. "A diferença hoje está na casa de dois pontos percentuais, que é uma diferença muito pequena, é quase uma rejeição parelha", afirmou Tokarski.
Esse movimento é visto como um bom sinal para a campanha de Flávio, especialmente considerando o período em que surgiram mensagens do senador dirigidas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que impactaram negativamente sua imagem. O CEO da Nexus também destacou que, apesar de algumas adversidades enfrentadas ao longo da campanha, a base de apoio do eleitorado bolsonarista se mantém firme em relação à candidatura de Flávio. "O eleitor bolsonarista está comprado na candidatura do Flávio e o eleitor lulista está comprado na candidatura do Lula", disse Tokarski.
Flávio conta com 27% na intenção de voto espontânea e 28% entre aqueles que afirmam que votariam exclusivamente nele, um ponto acima da margem de erro em comparação à medição anterior. Além disso, a pesquisa revelou que 48% dos entrevistados aprovam o governo Lula, enquanto 48% desaprovam. No que diz respeito ao voto, 51% rejeitam a ideia de votar em Flávio, enquanto 49% manifestam rejeição a Lula.
As preocupações dos eleitores estão centradas em segurança pública e economia. A segurança na pesquisa continua a ser apontada como a principal preocupação, embora tenha apresentado uma leve queda após um período de alta. A corrupção, por outro lado, ganhou destaque, especialmente entre os eleitores de Flávio Bolsonaro. Tokarski relacionou esse aumento à operação da Polícia Federal que investiga um político ligado ao campo de Lula.
No âmbito econômico, a percepção dos entrevistados se mostra estabilizada. Enquanto 42% acreditam que a economia atual está melhor do que no governo anterior, outros 42% consideram que a situação piorou. Tokarski observou que há uma diferença de nove pontos percentuais a mais entre os otimistas e os pessimistas em relação ao futuro próximo. "Se esse quadro se mantiver, a narrativa de que a economia vai melhorar com todas as medidas do governo pode ser um ponto a favor", concluiu. Caso o otimismo se deteriore, isso poderá favorecer o candidato opositor.