Após os recentes desentendimentos entre Michelle e Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal, manifestou apoio à candidatura da ex-primeira-dama ao Senado. Essa possibilidade está sendo considerada por pessoas próximas a Michelle, enquanto Aliados de Flávio interpretam a ideia dela não concorrer como uma estratégia de pressão.
Valdemar, em conversa com a CNN, evitou confirmar se a crise familiar foi resolvida, mas reiterou que o PL segue com a campanha normalmente. Ele expressou confiança de que, "se Deus quiser", Michelle estará entre os candidatos ao Senado pelo Distrito Federal.
O dirigente também informou que planeja reunir os diretórios estaduais do PL Mulher para discutir a reestruturação da ala feminina do partido. A extinção da presidência nacional, que era ocupada por Michelle, foi vista como uma medida para evitar conflitos internos e novas disputas após a crise. Um interlocutor do partido, que preferiu não se identificar, comentou que, caso houvesse vacância, seria necessário entregar a liderança do PL Mulher a outra pessoa, e a decisão de extinguir a estrutura foi a alternativa escolhida.
Valdemar conversou com Michelle sobre a situação e destacou à CNN que é "difícil ter alguém com o carisma da ex-primeira-dama". O círculo próximo a Michelle defende que sua atuação à frente do PL Mulher foi significativa e que os resultados futuros, sem a ex-primeira-dama no cargo, servirão como um teste para avaliar a eficácia da decisão de extinguir a presidência.
Aliados de Flávio argumentam que a estrutura do partido estava sendo utilizada de forma contrária a seus interesses e consideram que o vídeo em que Michelle expõe os conflitos com Flávio foi um "tiro no pé". Essa percepção é de que a ex-primeira-dama teria tentado se posicionar como uma alternativa na disputa presidencial.
Os estrategistas do PL mais próximos a Michelle acreditam que sua intenção foi manter uma distância segura de Flávio, tornando-se menos associada ao senador, caso surjam novos escândalos envolvendo sua figura.