A partir de 7 de novembro, Campo Grande passa a disponibilizar uma nova alternativa para deslocamentos urbanos. A empresa JET iniciou a operação experimental de patinetes elétricos compartilhados, com 400 unidades disponíveis em bairros da região central da Capital. O lançamento ocorreu na Praça Ary Coelho e teve acompanhamento técnico da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).
Nesta fase inicial, os patinetes atenderão os bairros Centro, Jardim dos Estados e Vila do Polonês, além de partes do Parque Ecológico do Sóter, onde a velocidade de circulação é reduzida. A iniciativa visa ampliar as opções de micromobilidade urbana e observar como o serviço se integra à rotina da cidade, à infraestrutura cicloviária e ao deslocamento de moradores e visitantes.
Ciro Ferreira, diretor-presidente da Agetran, destacou que a operação experimental servirá para que o município compreenda melhor a demanda e o funcionamento desse tipo de transporte em Campo Grande. "Identificamos o crescimento desse tipo de mobilidade e entendemos a necessidade de um teste prático para avaliar como isso funciona na cidade, quais providências são necessárias e como promover uma integração segura com outros usuários das vias, ciclovias e pedestres", comentou.
Os usuários poderão acessar o serviço por meio do aplicativo GO JET, disponível para Android e iOS. Os valores começam em R$ 0,99 para o desbloqueio e R$ 0,39 por minuto de uso, com informações disponíveis diretamente na plataforma antes da confirmação da corrida. O app também oferece pacotes de minutos e um plano de assinatura mensal para quem utiliza o serviço com frequência.
Os patinetes estão equipados com sistema de freios, luz traseira, placa de identificação, monitoramento por GPS e limite de velocidade de 20 km/h, conforme as normas vigentes. O uso é permitido apenas para maiores de 18 anos e deve ser individual. A devolução dos patinetes deve ocorrer em locais específicos indicados no aplicativo, evitando obstruções em calçadas, faixas de pedestres, rampas de acessibilidade e acessos para veículos.
Durante o período de testes, a Agetran acompanhará a operação com base em dados sobre o uso, demanda e circulação, que poderão embasar futuras definições sobre a regulamentação da micromobilidade compartilhada em Campo Grande.