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Governo brasileiro busca ampliar exceções ao novo tarifaço dos EUA

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O governo brasileiro está se preparando para as consequências do novo imposto de 25% sobre as importações de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, que já é considerado uma realidade. Para mitigar os impactos dessa medida, a administração de Lula está apostando em uma ampliação da lista de exceções, conforme informado pela assessoria do governo.

As negociações estão previstas para continuar até o dia 15 de julho, que é a data limite para o término da investigação aberta contra o Brasil. Embora a expectativa seja de que o percentual permaneça elevado, há a possibilidade de que o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) adicione novos segmentos à lista de produtos isentos. Essa avaliação se baseia no impacto que eventuais retaliações poderiam ter sobre cadeias produtivas significativas para a economia americana.

Recentemente, uma reunião técnica entre os negociadores dos dois países foi realizada por videoconferência, coincidindo com uma audiência pública do USTR em Washington, onde foram ouvidas as posições de diversas empresas e representantes da sociedade civil. Uma nova rodada de diálogos está programada para os próximos dias, com a participação do ministro Márcio Elias Rosa, responsável pelo Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Além disso, uma conversa entre o chanceler Mauro Vieira e o representante de comércio americano, Jamieson Greer, também está agendada, o que pode influenciar as discussões em torno das exceções ao tarifaço.

Em um cenário mais amplo, o governo brasileiro está atento às repercussões do aumento das tensões no Oriente Médio que podem impactar o mercado de petróleo. Após os Estados Unidos realizarem ataques a 90 instalações militares iranianas, o preço do petróleo subiu mais de 8%, reacendendo preocupações sobre a estabilidade dos preços internos do diesel.

Com a instabilidade no setor, o governo discute a possibilidade de ajustes nos subsídios que atualmente visam controlar os preços do diesel no mercado interno. A situação pode ser um indicativo de pressões futuras sobre as rotas de combustíveis e fertilizantes que transitam pelo Estreito de Ormuz, em meio a uma demanda global crescente e a alta nos preços do petróleo, que podem aumentar 32% até 2026.

Com informações jota.info

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