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Defesa de Olívia Jafar atribui negativas de liberdade a tumulto processual

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A defesa da médica Olívia Paroschi Jafar alegou que as negativas de liberdade em ação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) decorrem de um ‘tumulto processual’. O caso investiga desvios de R$ 27 milhões da educação em 17 cidades de Mato Grosso do Sul, com Olívia sendo identificada como uma das líderes do esquema, junto a familiares.

O advogado de Olívia, Félix Jayme, defendeu que a médica nunca cometeu qualquer ato ilícito durante sua carreira e que sua liberdade não representa risco às investigações em curso. Recentemente, um habeas corpus solicitado por sua defesa foi negado liminarmente pelo desembargador Waldir Marques, que solicitou informações da juíza responsável pela decretação da prisão de Olívia. A 2ª Câmara Criminal irá reavaliar o pedido.

Além do habeas corpus, a defesa também protocolou um pedido de revogação da prisão no processo principal. Entretanto, a juíza May Melke Amaral Penteado, do Núcleo de Garantias, em decisão publicada no Diário da Justiça nesta terça-feira (14), se manifestou sobre o pedido, considerando que ele configurava um incidente processual. A magistrada afirmou que a protocolização do pedido nos autos da medida cautelar dificultava a celeridade e causava tumulto processual.

Para que a análise do pedido de liberdade da médica prossiga, será necessário que os advogados realizem um novo pedido em um processo separado. Em nota, Jayme expressou estranhamento pelo fato de dois advogados não vinculados a Olívia terem interposto um habeas corpus de maneira apressada, o que, segundo ele, prejudicou o andamento do pedido de revogação protocolado pela defesa constituída.

O defensor enfatizou que havia solicitado a revogação da prisão no dia seguinte à operação e espera que a análise ocorra ainda nesta terça-feira (14). O relatório de investigação do Gaeco também menciona outros envolvidos no esquema, incluindo empresários e ex-autoridades, reforçando a complexidade do caso.

A Operação Gutenberg, que investiga essa organização criminosa, é voltada para desvios em licitações, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro e outros delitos. O grupo atuava em Campo Grande e outras localidades do Estado, evidenciando a gravidade dos crimes em questão.

Com informações midiamax.com.br

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