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Câmara dos Deputados fecha acordo com o governo para renegociação de dívidas rurais

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou um importante acordo estabelecido entre o governo, representantes do setor agrícola e a Frente Parlamentar Agropecuária, visando a renegociação das dívidas dos produtores rurais. Motta informou que o projeto de lei que tratava desse assunto, o PL 5122/23, não será mais votado, uma vez que o governo se comprometeu a enviar uma medida provisória abrangendo os termos do acordo nesta quarta-feira, dia 15. Segundo o Ministério da Fazenda, a renegociação envolverá aproximadamente R$ 100 bilhões em dívidas.

A reunião que resultou no acordo contou com a participação dos ministros da Fazenda, Dario Durigan, e das Relações Institucionais, José Guimarães, além do líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta, e dos parlamentares Arnaldo Jardim e Tereza Cristina, ambos integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária. Motta destacou que o entendimento alcançado em relação ao endividamento dos agricultores possibilitou a votação do projeto, que havia sido aprovado um ano atrás na Câmara, mas que ficou paralisado no Senado enquanto o governo buscava realizar alterações no texto.

As modificações visam atender de forma mais abrangente os produtores rurais, que enfrentam um cenário de dificuldades financeiras. Muitos deles não possuem condições de renegociar suas dívidas, o que pode impactar negativamente a produção agropecuária e, consequentemente, a economia do país. O ministro Dario Durigan ressaltou que o acordo foi possível após intensas negociações, onde todos os envolvidos tiveram que ceder em determinados pontos.

Durigan também explicou que não era viável incluir todos os produtores no acordo, mas sim aqueles que mais necessitam de apoio. Os agricultores que sofreram perdas de pelo menos 30% de sua renda bruta em duas safras, devido a eventos climáticos ou flutuações nos preços agrícolas, poderão renegociar suas dívidas. O líder do governo, Paulo Pimenta, acrescentou que a medida provisória suspenderá o pagamento das dívidas por um período de 30 dias, oferecendo um alívio temporário para que os produtores possam apresentar a documentação necessária.

O ministro José Guimarães apontou que o acordo é resultado de uma prática eficaz de diálogo e negociação na Câmara, onde temas polêmicos são frequentemente abordados por meio da construção de consensos amplos. Ele elogiou o papel de Hugo Motta na articulação do entendimento e enfatizou que o resultado foi fruto de um esforço coletivo. Guimarães afirmou que a capacidade de chegar a um acordo em situações desafiadoras demonstra a importância do Parlamento e a necessidade de se encontrar soluções que atendam ao interesse do país.

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