A Prefeitura de Niterói apresentou, na última quinta-feira (16), um balanço do programa Niterói Empreendedora, que visa estimular o comércio e os pequenos negócios da cidade através de crédito produtivo a juro zero. A iniciativa é direcionada a Microempreendedores Individuais (MEIs), autônomos, microempresas, empresas de pequeno porte, startups e permissionários de bancas de jornais que operam em Niterói, sendo criada após os períodos críticos da pandemia da Covid-19.
Os valores de crédito disponibilizados variam conforme o porte da empresa. Os MEIs e autônomos podem receber até R$ 21 mil, enquanto microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) têm acesso a até R$ 200 mil, com possibilidade de até R$ 300 mil para projetos especiais. O programa ainda oferece prazos de amortização que chegam a 36 meses, além de uma carência de um ano.
Até o momento, foram injetados R$ 27,2 milhões no comércio local, dos quais aproximadamente R$ 24,3 milhões, ou 89,4%, foram destinados às pequenas empresas. Os MEIs e microempresas, por sua vez, somam R$ 2,4 milhões em crédito recebido.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), ressaltou os resultados positivos do programa, afirmando que o contexto pós-pandemia evidenciou a eficácia dessa estratégia. Ele destacou que, enquanto o comércio do Rio de Janeiro enfrentou dificuldades, o setor em Niterói conseguiu se manter ativo, sendo o Niterói Empreendedora uma continuidade desse compromisso.
Empresários locais têm reconhecido o programa como uma oportunidade para expandir seus negócios. Ana Motta, administradora da Shoe Store Comércio de Calçados, que atua no Centro há 18 anos, afirmou que a iniciativa chegou em um momento oportuno. Iracilda da Silva Diniz, conhecida como Cida Baiana, proprietária do Acarajé do Campo em São Bento, também mencionou o programa como uma chance significativa após sua chegada da Bahia há 49 anos.
Para acessar o crédito, as empresas devem ter sede em Niterói e mais de um ano de funcionamento. Os limites de concessão variam: até R$ 21 mil para MEIs, até R$ 50 mil para startups, até R$ 60 mil para permissionários de bancas de jornal, até R$ 200 mil para microempresas e EPPs, e até R$ 300 mil para projetos especiais.