A crise de popularidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva atingiu um novo patamar, com a desaprovação chegando a 53,5%. Este é o pior índice de avaliação negativa registrado até agora no terceiro mandato do presidente, superando pela primeira vez a marca dos 50%. A aprovação estagnou em patamares inferiores a 42%.
Os fatores que contribuem para essa insatisfação incluem a inflação persistente no setor de alimentos, a estagnação econômica e crises políticas que afetaram a relação do governo com o Congresso e com a opinião pública. Escândalos envolvendo aliados e a falta de controle sobre os gastos públicos também têm corroído a confiança do eleitorado, especialmente entre as classes média e trabalhadora.
Analistas políticos consideram a alta rejeição um ponto de inflexão perigoso para o governo. A estratégia de priorizar viagens internacionais em detrimento de ações concretas na economia e segurança é vista como um fator que afastou a base popular. Nos bastidores, a desaprovação acima de 50% é vista como um alerta vermelho para a governabilidade futura.
Com a corrida eleitoral de 2026 se aproximando, a desaprovação de 53,5% se torna combustível para os adversários. O presidente enfrenta o desafio de reconquistar a confiança de um eleitorado que sente que o terceiro mandato não atendeu às expectativas criadas.