O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, impôs uma condição para autorizar a senadora Tereza Cristina a ocupar a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Ao ser informada sobre o convite, Tereza não encontrou resistência imediata de Ciro, que, no entanto, a desafiou a demonstrar que a composição com o candidato do PL teria apoio suficiente entre os diretórios estaduais do Progressistas.
Essa exigência está relacionada à decisão anterior do PP e do União Brasil de manter uma postura neutra nas eleições presidenciais. Os dirigentes argumentam que é necessário preservar a autonomia das alianças regionais, que variam de acordo com a situação de cada estado. A insistência em manter essa neutralidade foi reforçada por lideranças do partido, que se mostraram contrárias à ideia de romper com essa estratégia.
Tereza Cristina indicou a aliados sua disposição em aceitar o convite para compor a chapa de Flávio, mas deixou claro que não tomaria nenhuma decisão sem a autorização do partido. Internamente, a interpretação é de que sua aceitação foi uma manobra estratégica para evitar o desgaste de uma negativa, embora soubesse que a decisão enfrentaria resistência.
Ciro Nogueira enfrenta também desafios eleitorais em seu estado, o Piauí, onde busca a reeleição para o Senado. Ele tem evitado posicionamentos que possam colocá-lo em confronto com o presidente Luiz Inácio Lula, que goza de grande popularidade na região.
Em nota divulgada nesta sexta-feira, o PP informou que, após consultar os diretórios estaduais, decidiu por maioria continuar neutro no processo eleitoral, reafirmando a posição de não convocar uma Convenção Nacional. A nota também destaca que essa decisão foi comunicada e aceita pela senadora Tereza Cristina. Apesar da recusa, o PL ainda considera que a negociação permanece em aberto.