Desde o início do conflito no Oriente Médio, Israel tem como alvo o sul do Líbano e partes da capital Beirute. A presença do grupo armado Hezbollah, que recebe apoio do Irã e tem promovido ataques a Israel por décadas, é uma das principais razões para esses ataques. O bombardeio recente de uma ponte sobre o rio Litani gerou questionamentos sobre o papel do Líbano neste contexto.
O Líbano ocupa uma estreita faixa de território na margem leste do Mar Mediterrâneo e seu terreno montanhoso serviu historicamente como abrigo para diversos grupos religiosos e étnicos. O país, que já foi um centro comercial e cultural no Oriente Médio, enfrenta uma grave crise econômica, com o PIB real encolhendo cerca de 38% desde 2019 e uma inflação anual que atingiu 221,3% em 2023.
A dívida pública do Líbano superou 150% do PIB e o país está em moratória de sua dívida em Eurobonds desde 2020, o que dificulta o acesso aos mercados. As negociações com o FMI para reformas e reestruturação do sistema bancário começaram em fevereiro de 2026, visando resolver questões como os depósitos congelados.
A história do Líbano moderno começou após a 1ª Guerra Mundial, com a divisão das províncias árabes otomanas entre a França e a Grã-Bretanha. O Líbano foi criado em 1920, mas essa separação ignorou redes sociais e políticas existentes, resultando em tensões sectárias que perduram até hoje.