As bases do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) estão se reunindo para reavaliar as estratégias de mobilização e os cronogramas de campanha. Após terem realizado eventos em locais emblemáticos, como o ABC Paulista e o Rio de Janeiro, ambos os candidatos buscam evitar situações que possam causar constrangimentos, especialmente em relação ao comparecimento do público. Durante a primeira semana de campanha, as agendas de Lula e Flávio se concentraram em Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil.
Um dos principais desafios enfrentados por Lula e Flávio é a possibilidade de eventos com baixa adesão, conhecidos como flopados, uma gíria que remete ao fracasso. Para lidar com essa preocupação, a equipe de Flávio Bolsonaro está planejando realizar eventos maiores nos últimos 30 dias da campanha, quando a mobilização do eleitor deve estar mais intensa. Até lá, ele e sua equipe focarão em eventos menores e ações digitais, enquanto deputados federais que atuam como cabos eleitorais se programam para concentrar suas atividades de rua em setembro.
Lula, por sua vez, está priorizando o Sudeste e se preparando para uma nova visita a Minas Gerais em agosto, com um foco especial em conquistar o voto feminino. Os dois candidatos também devem se reunir com candidatos estaduais para alinhar os discursos e estratégias de campanha.
Para garantir um bom público nos eventos abertos, a base de Lula aposta na mobilização de movimentos sociais e em líderes locais influentes. Na sexta-feira (21), o presidente realizou um comício na Praça da Estação, em Belo Horizonte, um local tradicional para manifestações da esquerda. Para atrair mais pessoas, deputados que buscam a reeleição organizaram seus lançamentos de comitês entre os dias 20 e 21, com a intenção de reunir seus grupos políticos na capital mineira. Além disso, movimentos sociais, como os sem-terra, estão organizando caravanas de várias regiões do estado.
A mobilização é uma prioridade para o time de Lula, que busca garantir a presença em grandes eventos. Outra diretriz importante é a realização de eventos mais curtos para não sobrecarregar a militância. Os discursos do presidente, que são um dos pontos altos dos eventos, devem ter uma duração maior, entre 30 e 40 minutos, para garantir que as mensagens sejam bem transmitidas e absorvidas pelo público.