O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a audiência da transmissão da 24ª rodada do Campeonato Brasileiro para garantir 20 minutos de exibição na Record. Durante esse tempo, os adversários atacavam sua ausência em um debate promovido pela Band, onde Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) criticavam essa decisão.
Em um ambiente considerado confortável, Lula falou sobre questões polêmicas, como o envolvimento de seu filho, Lulinha, e o ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, sem enfrentamentos diretos. Ele se referiu a “ilações” em críticas a vazamentos de investigações policiais e reafirmou que não interfere na Polícia Federal, garantindo que todos têm o direito de provar sua inocência.
A ausência de questionamentos sobre Marco Aurélio Santana, que deixou o cargo em 21 de julho deste ano e integrou a campanha de Lula, contribuiu para um clima favorável durante a entrevista. Os inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) investigam possíveis tráficos de influência que ligam Lulinha, Marcola e a lobista Roberta Luchsinger.
O presidente Lula, já familiarizado com as menções a Lulinha em campanhas passadas, destacou que a situação de Marcola é um fator novo. Durante a conversa, ele delineou propostas ainda não apresentadas em discursos anteriores, como um programa voltado para cuidar de idosos e a criação de um ministério focado em educação, que estaria atrelada à aprovação da PEC da Segurança Pública.
Na sexta-feira (21), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem Lula se referiu como “amigo”, levou o tema da PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Lula também mencionou uma nova benesse eleitoral, o fim da taxa das blusinhas, que depende da relação com Alcolumbre, afirmando à Record que “vamos anunciar o fim da taxa das blusinhas para quem gosta de comprar as coisinhas de fora”.
Enquanto isso, em outro canal, críticas a Lula se intensificavam devido à sua ausência no debate. Flávio Bolsonaro (PL) condicionou sua participação ao comparecimento do petista, e sem a presença na TV aberta, recorreu às redes sociais para abordar temas econômicos e o caso Lulinha. Romeu Zema, do Novo, também anunciou de última hora que desistiu de participar, o que gerou especulações sobre sua continuidade na disputa presidencial.