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Mudanças nas buscas online impulsionam a adoção do GEO no Marketing Digital

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A maneira como os usuários buscam informações na internet está passando por transformações rápidas, superando a capacidade de adaptação de muitas marcas. Um estudo do Pew Research Center demonstra que a presença de resumos gerados por inteligência artificial, conhecidos como AI Overviews, impacta significativamente o comportamento dos internautas. Essa mudança está fazendo com que o Generative Engine Optimization (GEO) se torne uma prioridade crescente nas estratégias de Marketing Digital das empresas brasileiras, com foco em 2026.

De acordo com a pesquisa, 58% dos participantes afirmaram ter realizado pelo menos uma busca no Google que resultou em um resumo gerado por IA. Essa dinâmica afeta diretamente o tráfego nos sites, com apenas 8% dos usuários que visualizaram um resumo de IA clicando em links tradicionais nas páginas de resultados. Em contrapartida, aqueles que não se depararam com resumos apresentaram uma taxa de cliques quase duas vezes maior, atingindo 15%.

A situação se torna ainda mais crítica quando um link aparece dentro do próprio resumo de IA, resultando em cliques em apenas 1% das visitas a essas páginas. Além disso, os usuários tendem a encerrar suas sessões de navegação com mais frequência após acessarem conteúdos que contam com resumos de IA, atingindo 26% das vezes, comparado a 16% quando se tratam apenas de resultados tradicionais.

A pesquisa também revela que as buscas no Google que geram resumos de IA estão aumentando, especialmente aquelas que incluem perguntas longas, com dez palavras ou mais, que têm uma probabilidade maior de acionar esse recurso. Fontes como Wikipédia, YouTube e Reddit continuam a ser as mais citadas, tanto em resumos gerados por IA quanto em resultados convencionais, embora sites governamentais estejam ganhando destaque nos resumos de IA.

Para quem depende de tráfego orgânico, a mensagem é clara: estar bem posicionado nos resultados tradicionais do Google não garante visitas. É fundamental ser escolhido pela IA como fonte de informação que aparece em destaque, antes mesmo do clique do usuário.

Fabio Ricotta, CEO da Agência Mestre, destaca a relação complementar entre GEO e SEO, enfatizando que o GEO não substitui o SEO, mas sim se apoia nele. Ele ressalta a importância de um conteúdo estruturado, que seja claro e autoritário, para que seja compreendido tanto por usuários quanto por sistemas de IA. Para Ricotta, o momento de observação já passou, e as empresas que ainda tratam o GEO como um experimento em 2026 podem repetir os erros cometidos com a IA generativa em 2023: a inércia em agir pode custar caro.

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