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Ato de Flávio Bolsonaro em São Paulo revela desinteresse do eleitorado bolsonarista

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A tarde fria em São Paulo na última segunda-feira, 7 de setembro, pode ter influenciado a presença reduzida no Ato de Flávio Bolsonaro, mas mesmo que o clima tivesse sido mais agradável, é questionável se a mobilização teria atingido os níveis de eventos anteriores do bolsonarismo na Avenida Paulista.

Dados do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da organização More in Common indicam que as manifestações convocadas pela direita têm atraído cada vez menos participantes desde 2022. O comício realizado por Flávio Bolsonaro (PL) ilustra essa tendência, apresentando uma campanha caracterizada pela falta de entusiasmo e engajamento por parte do eleitor, que parece distante e desinteressado.

A situação se torna ainda mais evidente ao observar a militância partidária, que, em algumas ocasiões, demonstrou desânimo, abandonando os eventos antes do término, como ocorreu no ato de lançamento da campanha de Lula em Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. O contraste é notável, especialmente quando lembramos o evento de homologação da candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) a governador de São Paulo, que ocorreu no início de agosto e foi marcado por um ginásio que se esvaziava rapidamente.

Em Campinas, um observador do partido dos trabalhadores expressou surpresa ao notar a falta de emoção durante o lançamento da chapa de Fernando Haddad (PT) ao Palácio dos Bandeirantes, o que reforça a percepção de que a mobilização em torno de lideranças políticas está em declínio. Flávio Bolsonaro, que já havia enfrentado a indiferença do público em Copacabana, tentou novamente atrair a atenção das massas, mas, neste Dia da Independência, a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal não foi suficiente para encher a Avenida Paulista, que viu apenas uma ocupação modesta de espaço.

O ato, que buscava evocar a energia disruptiva que levou o pai de Flávio à presidência em 2018, não conseguiu despertar o mesmo fervor. Neste cenário eleitoral, tanto a polarização quanto a falta de empolgação parecem estar em um ponto de saturação. Os índices de apoio a candidatos como Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) refletem essa desmotivação geral.

Embora ainda seja cedo para definir se as próximas eleições trarão continuidade ou mudança, o que se observa até agora é uma campanha que não tem conseguido mobilizar e engajar o eleitorado. O estado de ânimo dos brasileiros, se não for revertido, pode resultar em uma alta abstenção, o que poderia levar a surpresas nas urnas. O desafio agora é reverter essa letargia e incentivar a participação ativa dos eleitores.

Com informações jota.info

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