Os candidatos ao governo de Pernambuco detalharam suas propostas para a Educação Pública, um dos temas centrais nas eleições. As iniciativas visam atender a diversas demandas e desafios enfrentados pelo setor educacional no Estado.
Guilherme Fonseca, do PSTU, defende a Proibição de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e terceirizações, além da revogação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Novo Ensino Médio. Ele propõe, ainda, a formação de currículos elaborados por profissionais da educação e a ampliação da infraestrutura escolar, com a criação de Restaurantes Universitários na Universidade de Pernambuco (UPE). Para Fonseca, a educação deve ser inclusiva, com currículos voltados às populações quilombolas e indígenas, e a garantia de 10% do PIB para a área.
Jeremias Cosmo, do Democrata, apresenta uma visão diferente, priorizando a construção e ampliação de Escolas Militares e a revisão do modelo de progressão automática. Ele sugere a reestruturação da carreira docente em três trilhas (Ensino, Gestão e Especialista) e a implementação de um modelo dual nas Escolas Técnicas Estaduais (ETEs), que integraria ensino e experiência prática em empresas. Cosmo também defende a abolição do vestibular, garantindo acesso irrestrito ao Ensino Superior público.
Ambos os candidatos destacam a importância de ações voltadas para a inclusão e a valorização dos profissionais da educação. Guilherme Fonseca propõe concursos públicos periódicos e garantia de um piso salarial para os educadores, enquanto Jeremias Cosmo sugere um mínimo de R$ 8,5 mil mensais para o magistério, com jornada de 30 horas semanais.
As propostas de educação também contemplam medidas para combater a evasão escolar e o abandono. Fonseca menciona a necessidade de um pacto com municípios para alfabetização até o 2º ano do Ensino Fundamental, enquanto Cosmo sugere a utilização de inteligência artificial para prever e mitigar a evasão nas ETEs.
A diversidade de propostas reflete as diferentes abordagens que os candidatos pretendem adotar para enfrentar os desafios da educação em Pernambuco. As eleições se aproximam, e a escolha do próximo governante poderá ter um impacto significativo nas políticas educacionais do Estado.