A 1ª Vara do Tribunal do Júri decidiu pela manutenção da prisão preventiva de um militar de 22 anos, que é acusado de causar a morte da vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, em um acidente de trânsito ocorrido em Campo Grande. O incidente aconteceu no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, às 6h24 do dia 20 de junho, quando Miriam, que retornava do trabalho em sua motocicleta, foi atingida por uma caminhonete S10 dirigida pelo militar.
O militar foi detido em flagrante e teve sua prisão preventiva decretada durante a audiência de custódia. Na última segunda-feira (14), foi realizada uma revisão nonagesimal da prisão, e o juiz de Direito Carlos Alberto Garcete decidiu pela manutenção da detenção. O magistrado argumentou que a fase de instrução probatória ainda não foi iniciada e que há uma audiência programada para o mês de outubro. Ele destacou que não há indícios de constrangimento ilegal à liberdade do acusado.
Em sua decisão, o juiz afirmou: “Por fim, a aplicação de qualquer medida cautelar diversa da prisão, nesse momento, poderia restar inócua, motivo pelo qual abstenho-me de aplicá-las.”
A Polícia Militar, que atendeu ao chamado do acidente, relatou que Miriam seguia pela Rua Padre João Crippa em direção à Rua Maracaju quando foi colidida pelo militar, que estava na Rua Maracaju em direção à Avenida Presidente Ernesto Geisel. O impacto foi tão forte que a motociclista, que pilotava uma Yamaha Factor 150, foi arremessada da moto, que ficou completamente destruída. Seu calçado foi encontrado do outro lado da rua, e ela não sobreviveu ao acidente, falecendo no local.
Após a colisão, o condutor da caminhonete perdeu o controle do veículo, derrubou uma árvore e colidiu contra o portão de uma residência nas proximidades. A caminhonete parou no estacionamento de uma clínica médica, a alguns metros do local do acidente, danificando o corrimão do estabelecimento. O capô do veículo e os dois faróis foram arrancados devido ao impacto, e as portas dos passageiros ficaram danificadas.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da colisão que resultou na morte da motociclista. De acordo com informações apuradas, Miriam trabalhava em uma empresa de segurança privada e havia se mudado de Mato Grosso para Campo Grande há pouco mais de um ano. Ela estava retornando para casa, que ficava a menos de 2 quilômetros do local do acidente, quando foi atingida.