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Candidatos à presidência priorizam aumento da produção elétrica e ignoram Transição Energética

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A Transição Energética no Brasil avança lentamente e, a poucos meses das eleições de 2026, esse tema não figura entre as prioridades das campanhas. A necessidade de diversificar a matriz energética, substituindo fontes fósseis por alternativas sustentáveis, ganhou relevância após a crise no Estreito de Ormuz, que impactou tanto o escoamento quanto os preços do petróleo.

Com o conflito, a Transição Energética deixou de ser uma mera meta ambiental para se tornar uma questão de Segurança Energética. Essa mudança de perspectiva visa proporcionar maior autonomia aos países, reduzindo a vulnerabilidade às flutuações geopolíticas que afetam a extração e a distribuição de petróleo.

Os presidenciáveis apresentam diversas abordagens em relação ao futuro energético do Brasil, que é visto como um potencial protagonista global nesse processo, devido à sua matriz energética já parcialmente composta por fontes renováveis, como as usinas hidrelétricas e eólicas. Além disso, o país possui abundantes recursos naturais que são essenciais para essa transição, incluindo Minerais Críticos e terras raras.

Essa realidade motivou alguns candidatos a desenvolver estratégias de negócios com o intuito de atrair investimentos internacionais, oferecendo os recursos nacionais em troca de capital para o mercado interno. Apesar de haver um consenso entre os candidatos sobre a importância de diversificar as fontes energéticas visando a autonomia nacional, poucos priorizam a transição e não aprofundam suas propostas em relação à tutela socioambiental. Apenas os planos de Lula e Caiado incluem metas de descarbonização para seus mandatos.

Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, apresenta um plano focado na industrialização interna. Ele busca fortalecer a indústria mineral no Brasil, especialmente em relação à exploração e industrialização de ativos essenciais para a Transição Energética, como as terras raras. No início de 2023, após uma análise de sua equipe econômica, Lula vetou a criação da estatal "Terrabrás" por questões orçamentárias. Agora, ele considera a possibilidade de designar a Petrobras para desenvolver um banco de dados sobre os recursos energéticos disponíveis no país, além de criar um corredor nacional de hidrogênio verde e atrair investimentos internacionais.

No que se refere à gestão dos recursos minerais, Cury, um dos colaboradores de Lula, propõe a extração e o processamento de terras raras no mercado interno, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de tecnologia e ciência, além de gerar empregos. Para alcançar essas metas, o plano inclui cinco diretrizes principais: mapear os recursos geológicos e criar um Atlas Brasileiro de Minerais Críticos; desenvolver uma Política Nacional que atenda às demandas da indústria tecnológica global; reduzir a dependência da exportação bruta de minérios através de políticas tributárias que incentivem a valorização de produtos internos; criar polos industriais voltados para a mineração e industrialização de minérios; e estabelecer parcerias internacionais, desde que haja investimentos no desenvolvimento do setor no Brasil.

Com informações jota.info

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