Neste domingo, 20 de setembro de 2023, a Coreia do Norte efetuou o lançamento de dois mísseis balísticos em direção ao mar, conforme informou o Exército da Coreia do Sul. O primeiro míssil foi detectado pela manhã, por volta das 15h, e percorreu aproximadamente 450 quilômetros, tendo sido lançado da região de Wonsan, na costa leste do país. O segundo projétil foi disparado cerca de duas horas depois, às 17h50, e alcançou uma distância superior a 600 quilômetros.
Esses lançamentos ocorreram logo após a rejeição da Coreia do Norte a uma resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que condena o desenvolvimento de seu programa nuclear. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul ressaltou que as informações sobre o primeiro lançamento foram compartilhadas de forma estreita entre Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão.
Após o primeiro disparo, o Gabinete de Segurança Nacional da Presidência sul-coreana convocou uma reunião de emergência para discutir as medidas a serem tomadas e avaliar os possíveis impactos sobre a segurança nacional. O governo da Coreia do Sul instou Pyongyang a interromper os lançamentos de mísseis, classificando a ação como grave e em violação às resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
O Japão também se manifestou, apresentando um forte protesto contra a Coreia do Norte e denunciando a ameaça à paz e segurança na região. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, por sua vez, havia emitido um comunicado na véspera, descrevendo a resolução da AIEA como ilegal e sem efeito, uma vez que o país não é membro da agência.
Uma semana antes, no dia 12 de setembro, Pyongyang já havia realizado lançamentos de mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar, que ocorreram logo após a finalização dos exercícios militares denominados "Freedom Edge", realizados por Seul, Washington e Tóquio. A Coreia do Norte criticou esses exercícios, que considera provocativos.
Desde seu primeiro teste nuclear em 2006, a Coreia do Norte desenvolveu um variado arsenal de mísseis balísticos. O status de potência nuclear está consagrado na Constituição do país desde 2023. O país enfrenta duras sanções impostas pelas Nações Unidas e não participou de negociações sobre seu programa nuclear desde o fracasso da cúpula de 2019 entre Kim Jong-un e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.