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Flávio Bolsonaro critica viagem de ministro do STF em avião de banqueiro investigado

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Recentemente, imagens do desembarque de Alexandre de Moraes e Viviane Barci, em um avião vinculado a Daniel Vorcaro, chamaram a atenção. Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, aproveitou a oportunidade para criticar a situação, onde o ministro do Supremo Tribunal Federal viajou em um meio de transporte oferecido por um banqueiro que está sob investigação, enquanto sua esposa firmava um contrato com uma das empresas do banqueiro.

A fala de Flávio, que ganhou destaque nas redes sociais e durante a campanha, foi marcada por uma indignação que muitos consideraram seletiva. Durante a campanha de 2022, Vorcaro já havia disponibilizado sua aeronave para aliados do bolsonarismo, como Nikolas Ferreira, que também buscavam apoio para a reeleição do ex-presidente. Além disso, Vorcaro foi responsável pelo financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente.

Novas revelações obtidas pela Polícia Federal a partir do celular de Vorcaro indicam que um lobista estava facilitando um encontro entre o banqueiro e o ex-presidente. O banqueiro expressava preocupação sobre a possibilidade do encontro ser divulgado. Mensagens revelaram também que até o pai do jogador Neymar, que apoia a família Bolsonaro, estava pedindo dinheiro a Vorcaro para um projeto relacionado ao filho.

A indignação de Flávio não se limita a essa situação. O ministro André Mendonça, próximo ao clã, enfrenta críticas a cada nova revelação que expõe Moraes, enquanto ignora indícios mais contundentes sobre outros ministros. Vorcaro, em conversas, mencionava a “turma do KN”, referindo-se a Kassio Nunes Marques, e sugeria que esta turma havia sido cooptada por meio da contratação de um escritório de advocacia associado ao ministro, recebendo valores significativamente superiores ao que havia sido acordado com a esposa de Moraes para atuar em processos de interesse do Banco Master.

Nunes Marques, que também foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro, é acusado de ter recebido diversos favores de clientes próximos ao grupo, incluindo um pagamento de R$ 10 mil por uma noite em boa companhia. Isso levanta questões sobre a integridade e a ética no relacionamento entre o sistema judiciário e os interesses políticos.

Flávio Bolsonaro agora se vê em uma situação delicada ao trazer à tona a crise no STF, que possui laços profundos com seu grupo. Para ele, a situação é complexa, uma vez que não é possível apoiar um membro sem comprometer os demais aliados.

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