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Mudanças nas regras de estrangeiros afetarão Atlético e Cruzeiro a partir de 2027

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A partir de 2027, Atlético e Cruzeiro enfrentarão novos desafios no mercado de transferências devido a uma mudança nas regras sobre jogadores estrangeiros. Na última segunda-feira, 21 de setembro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das séries A e B decidiram por uma redução gradual no limite de atletas não nascidos no Brasil que podem ser relacionados para as competições nacionais. Atualmente, cada equipe pode contar com até nove jogadores estrangeiros, mas esse número será reduzido para oito em 2027, com uma nova diminuição para cinco até 2030.

Essa alteração terá um impacto significativo no planejamento dos dois clubes mineiros, que possuem elencos com um grande número de estrangeiros. O Atlético, por exemplo, atualmente conta com nove atletas estrangeiros em seu elenco principal, que é o limite permitido até 2026. Entre os jogadores estão os equatorianos Angelo Preciado, Alan Franco e Alan Minda, os argentinos Tomás Pérez e Tomás Cuello, os colombianos Kevin Castaño e Mateo Cassierra, o uruguaio Thiago Borbas e o guineense Mamady Cissé.

Com a limitação de oito jogadores a partir de 2027, o Atlético terá que fazer ajustes em sua lista de relacionados. Contudo, o clube alvinegro pode ter um alívio em sua situação, já que os empréstimos de Pérez e Borbas se encerram no final desta temporada. Kevin Castaño, por sua vez, está emprestado até o meio de 2027, com uma cláusula que obriga a compra do jogador caso ele atinja 30 partidas pelo clube, com um valor estipulado de US$ 5 milhões por 65% dos direitos do atleta.

Além disso, o Atlético ainda tem outros dois jogadores estrangeiros que estão emprestados: Iván Román, que atua no Colo-Colo, do Chile, até o fim de 2027, e Fausto Vera, que defende o River Plate. O clube argentino possui uma opção de compra pelo volante, e espera-se que ele permaneça em Buenos Aires.

O Cruzeiro também precisará se adaptar a essas novas regras, embora os detalhes sobre seu elenco atual e os jogadores estrangeiros não tenham sido especificados. A redução no número de atletas não brasileiros exigirá que ambos os clubes repensem suas estratégias de contratações e a composição de seus elencos nos próximos anos, especialmente com a meta de manter a competitividade nas competições nacionais e internacionais.

A mudança se insere em um contexto mais amplo de reestruturação do futebol brasileiro, que busca equilibrar o desenvolvimento de talentos locais com a presença de jogadores estrangeiros. A partir de agora, a gestão e a montagem dos elencos do Atlético e Cruzeiro ganharão uma nova dimensão, exigindo planejamento e adaptação a essa nova realidade no cenário do futebol nacional.

Com informações otempo.com.br

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