Uma reportagem da revista piauí revelou que Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República, fez uma viagem em um jato executivo vinculado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes no Banco Master. O voo ocorreu em janeiro de 2025, partindo de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, com destino a Brasília. Flávio estava acompanhado de sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e de suas duas filhas.
Entre os passageiros do voo estava o advogado e empresário Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, que também é alvo de investigações relacionadas a um esquema de desvios bilionários do INSS. A revelação sobre a viagem gerou repercussão, e Flávio se manifestou nas redes sociais de forma irônica, comentando que o avião pertencia a Willer na época da viagem.
Flávio Bolsonaro postou: "Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes". O jato em questão é um Legacy 650, operado pela empresa Prime You, que teve Daniel Vorcaro entre seus sócios. A mesma aeronave foi utilizada posteriormente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
A reportagem também destaca que a viagem ocorreu em um período em que Flávio Bolsonaro estava envolvido em negociações para o financiamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. Após retornar ao Brasil, Flávio teria buscado acelerar a liberação dos recursos prometidos para o projeto, conforme mencionado na matéria da revista.
Esses desdobramentos levantam questionamentos sobre as relações e os interesses que cercam a candidatura de Flávio Bolsonaro, especialmente em um cenário político em que a transparência e a ética são temas centrais.